Quando a mudança nasce da paz… o caminho torna-se mais claro


Quando a mudança nasce da paz… o caminho torna-se mais claro

Olá,

Na newsletter da semana passada, partilhei contigo uma visão que tem vindo a tornar-se cada vez mais clara para mim:

o bem-estar não depende apenas dos sintomas que sentimos.

Depende também da forma como vivemos.

Hoje quero aprofundar uma reflexão que surgiu da minha própria experiência:

As decisões mais importantes da nossa vida

nascem de um lugar de paz ou de um lugar de medo?

Quando recebemos um diagnóstico, atravessamos uma perda, ou sentimos que algo na nossa saúde e na nossa vida deixou de fazer sentido, é natural surgirem dúvidas.

Medo. Incerteza. Urgência. Muitas perguntas.

Um verdadeiro conflito interno - nem sempre manifestado ou visível.

Lembro-me de sentir exatamente isso.

Quando recebi o meu diagnóstico oncológico, senti-me sem chão.

Mesmo com apoio familiar e de um pequeno grupo de amigos, existiram noites sem dormir, muitas dúvidas e preocupações.

Porque, por vezes, não é apenas o corpo que parece perder equilíbrio. É a vida inteira.

Mas agora olhando para trás, observo algo curioso:

No meio de toda a incerteza e ansiedade, existiram decisões que para mim foram muito claras.

Uma delas foi:

Querer ter um papel ativo durante todo o processo.

Querer sentir que as minhas escolhas também podiam contribuir para os resultados.

Não por oposição a qualquer tratamento ou abordagem.

Mas porque sentia necessidade de participar.

De compreender.

De cuidar de mim de forma mais ampla.

Foi assim que comecei a integrar diferentes caminhos:

Ø sessões de medicina tradicional chinesa e acupuntura,

Ø massagens terapêuticas e práticas energéticas,

Ø revisão de hábitos alimentares,

Ø exercício físico moderado,

Ø mais contacto com a natureza,

Ø mais silêncio interior, leitura e oração.

Mais tarde surgiram outras escolhas:

§ aprofundar a alimentação natural,

§ o curso de Macrobiótica — Autotransformação da Saúde,

§ o curso de Macrobiótica – Especialidade em consultoria,

§ o curso de Instrutor de Chi Kung Terapêutico,

§ a especialização em Nutrição Específica em Oncologia,

§ e muitos outros caminhos que continuam a surgir, como a Terapia LNT®.

Mas hoje compreendo algo importante:

não foram apenas as escolhas que fizeram diferença.

Foi o lugar interior de onde nasceram.

Porque mudar por medo é diferente de mudar por consciência.

Mudar para fugir ao sofrimento é diferente de mudar porque sentimos alinhamento.

E evoluir apenas porque existe pressão externa é diferente de sentir internamente que:

“Estou a fazer a coisa certa, no momento certo.”

Também por isso acredito que recuperar o bem-estar integral não acontece apenas através de recomendações ou listas do que fazer.

Acredito que começa pela tomada de consciência.

Pela vontade genuína de compreender:

§ como vivo

§ como me alimento

§ como descanso

§ como me relaciono comigo e com os outros.

E sobretudo:

como quero viver daqui para a frente.

No contexto oncológico — mas também em muitos outros desafios de saúde — o apoio familiar é muito importante.

Mas acredito igualmente que, sempre que existe alguma autonomia e discernimento, a decisão precisa de nascer da própria pessoa.

Porque ninguém transforma verdadeiramente hábitos por obrigação.

Transforma-os quando encontra sentido.

Talvez possamos imaginar isto como um barco:

O barco só navega com eficácia

quando todos remam na mesma direção.

É também desta visão que nascem as sessões de aconselhamento alimentar e estilo de vida que irei começar a desenvolver de forma presencial a partir de junho, em Aveiro.

Um espaço para quem procura recuperar o seu bem-estar integral, a sua autonomia e um novo sentido de direção — seja numa perspectiva preventiva ou perante um desafio de saúde, incluindo em contexto oncológico.

Um espaço tranquilo e acolhedor, criado com intenção para permitir aquilo que tantas vezes falta:

tempo para escutar, compreender

e olhar para a pessoa para além dos sintomas.

Não será apenas um espaço para receber recomendações alimentares.

Será um espaço para observar padrões, compreender hábitos, identificar desafios e perceber quais as pequenas mudanças que podem gerar maior impacto.

Porque, muitas vezes, a pergunta não é apenas: “O que devo comer?”

Mas: “Como quero viver?”

Sempre que fizer sentido, o envolvimento de familiares ou cuidadores próximos também poderá fazer parte deste processo, sobretudo quando existe um papel ativo na alimentação e nas rotinas do dia-a-dia.

Hoje deixo-te duas perguntas:

As mudanças que estás a fazer neste momento nascem de um lugar de paz e consciência?

Ou são apenas uma tentativa de fugir ao lugar onde não queres voltar?

Se sentires que esta reflexão pode fazer sentido para alguém próximo, partilha esta newsletter.

Se quiseres saber mais sobre as sessões de aconselhamento alimentar e de estilo de vida – responde a este e-mail.

Seguimos, com presença, consciência e leveza.

Fraterno abraço,

Henrique Miguel Santos

Ricas Life

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