Sabemos viver, mas escolhemos sobreviver.
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Sabemos viver, mas escolhemos sobreviver. Não é hora de resistir. É tempo de integrar, com mestria interior. Olá, há uma pergunta que me tem acompanhado nos últimos dias: Estamos a viver a vida que queremos Ou apenas a conseguir dar resposta à vida que temos? Cumprimos horários, tratamos de responsabilidades, resolvemos problemas, cuidamos dos outros e procuramos acompanhar tudo o que acontece à nossa volta. Aprendemos, pesquisamos, procuramos novas ferramentas e acumulamos informação, na esperança de encontrar respostas para aquilo que nos inquieta. E, no meio de tudo isto, o que acontece connosco? O corpo continua a dar sinais. A energia nem sempre chega. A mente permanece ocupada. E aquilo que desejamos mudar fica, muitas vezes, para depois. Sabemos o que gostaríamos de fazer diferente. Mas entre saber e conseguir transformar existe um caminho que nem sempre estamos disponíveis, ou conseguimos, percorrer. É possível passar tanto tempo a gerir a vida que acabamos por nos esquecer de a viver. E, quando a informação não chega? Vivemos numa época em que temos acesso a mais informação do que nunca. Sabemos que a alimentação influencia o nosso bem-estar, que o movimento é importante, que precisamos de descansar e que o contacto com a natureza nos faz bem. Conhecemos práticas, métodos, terapias e ferramentas que prometem ajudar-nos a encontrar equilíbrio. Mas acumular conhecimento não significa, por si só, transformar a nossa vida. Podemos ler sobre alimentação natural e continuar a comer à pressa. Saber que precisamos de descansar e continuar a preencher cada minuto do dia. Reconhecer a importância do movimento e permanecer presos à inércia. Não é necessariamente falta de vontade ou de conhecimento. É a própria falta de energia que nos impede de dar o primeiro passo. Outras vezes, é a dificuldade em perceber por onde começar, o receio de mudar ou a expectativa de prosseguir na busca de uma solução que resolva tudo de uma vez. E há ainda o ruído. O excesso de estímulos, de exigências e de informação que nos afasta da capacidade de escutar o que sentimos. Antes de procurar mais respostas, precisamos de criar espaço para reconhecer as perguntas que verdadeiramente importam. O corpo não é mais uma tarefa para gerir O corpo acompanha-nos em tudo o que fazemos. É nele que sentimos o cansaço acumulado, a tensão, a falta de descanso e as consequências de um ritmo que se prolonga para além do que conseguimos sustentar. E é também através dele que podemos começar a encontrar outro caminho. Não precisamos de transformar cada sinal numa preocupação, nem de procurar imediatamente uma explicação para tudo. Precisamos de aprender a escutar, respeitar os nossos limites e procurar acompanhamento adequado quando os sinais o justificam. Precisamos de devolver ao corpo aquilo que tantas vezes lhe retiramos: tempo, atenção, movimento, descanso e uma alimentação que nutre de verdade. É por isso que, no RICAS LIFE®, a alimentação natural e sazonal e o movimento consciente não são práticas isoladas. São parte de uma forma mais integrada de cuidar da vida - o cultivo do bem-estar integral. Preparar uma refeição simples, respeitando os alimentos e a estação. Caminhar sem transformar cada passo numa meta. Praticar Chi Kung, sentindo a respiração e o movimento sem acrescentar exigência. Reservar momentos de silêncio, sem a necessidade de os preencher. São gestos simples. Mas a simplicidade não significa falta de profundidade. Significa reconhecer o que está ao nosso alcance e começar por aí. Nem sempre avançar significa fazer mais. Nos últimos dias, também eu tive de tomar uma decisão relativamente ao retiro de outono «Vem cultivar o essencial comigo». O retiro não vai realizar-se na data prevista. Decidi adiá-lo, porque não se reuniram as condições necessárias para esta experiência. Não encaro esta decisão como um fracasso, nem como uma desistência. Pelo contrário, sinto uma grande leveza ao reconhecer que nem tudo precisa de acontecer no momento em que o planeámos. Há uma diferença entre insistir por receio de parar e continuar a caminhar com consciência, respeitando o momento e as condições reais. Esta decisão reforçou em mim algo que considero essencial: o propósito do RICAS LIFE® não depende de realizar um evento a qualquer custo. Depende da coerência entre aquilo que proponho e a forma como escolho viver e acompanhar os outros. Não se trata de fazer mais. Trata-se de fazer com sentido. E esta reflexão não se aplica apenas a um retiro. Aplica-se aos projectos que adiamos, às mudanças que desejamos, aos hábitos que tentamos reorganizar e às escolhas que sabemos serem importantes, mas para as quais ainda não encontrámos espaço. Nem sempre precisamos de insistir. Por vezes, precisamos de parar, compreender o que está a acontecer e integrar o que aprendemos. Só então conseguimos decidir como queremos avançar. Identifico aqui uma benção disfarçada. A coragem de viver com simplicidade, leveza e verdade. O outono traz-nos uma oportunidade de observar este movimento na própria natureza. Há folhas que caem. Há uma redução do ritmo. Há energia que deixa de estar orientada para a expansão e passa a concentrar-se na preservação e na preparação de um novo ciclo. Não é uma interrupção da vida. É uma transformação na forma como ela se manifesta. Também nós podemos aprender com este movimento. Recolher não é desistir. Descansar não é perder tempo. Mudar de direção não significa desperdiçar o caminho percorrido. E reconhecer que precisamos de outra forma de viver não nos torna menos capazes. Pode ser precisamente o início de uma relação mais consciente com a nossa energia, com o corpo e com aquilo que queremos cultivar. Não controlamos tudo o que acontece. Não podemos garantir que cada projecto se concretize, que cada mudança seja fácil ou que as circunstâncias correspondam às nossas expectativas. Mas podemos trabalhar naquilo que depende de nós. Na forma como nos alimentamos. No movimento que escolhemos. No descanso que respeitamos. Na atenção que damos ao corpo. Na maneira como organizamos os dias e na qualidade das relações que cultivamos. Pequenas escolhas, repetidas com presença, podem ajudar-nos a construir uma vida mais coerente com aquilo que valorizamos. Não precisamos de esperar por uma grande mudança para começar. E tu, estás a viver ou apenas a sobreviver? Não te faço esta pergunta para acrescentar mais uma exigência à tua vida. Faço-a porque acredito que, no meio das responsabilidades e dos desafios, é importante reservar um momento para olhar para nós próprios com honestidade. · O que está a consumir a tua energia? · Que sinais do teu corpo tens vindo a adiar? · O que continuas a procurar fora, quando é tempo de escutar com mais atenção aquilo que já sabes? · E qual é o pequeno gesto que podes começar a cultivar para te aproximares da vida que desejas? Não precisas de responder a tudo hoje. Escolhe uma pergunta. Dá-lhe espaço. Observa o que surge. Porque viver com simplicidade, leveza e verdade não significa ter uma vida sem desafios. Significa encontrar uma forma mais consciente de os atravessar, de aceitar os compromissos certos, sem perder de vista aquilo que é essencial. A mudança começa quando deixamos de viver apenas em resposta às exigências do dia e criamos espaço para escolher como queremos viver. No RICAS LIFE®, o meu propósito é acompanhar-te na reorganização da alimentação, dos hábitos e do estilo de vida, respeitando o teu momento, as tuas necessidades e aquilo que consideras essencial. Existem diferentes formas de começar. Conversas de Alinhamento Um primeiro momento de escuta e orientação para compreenderes o que estás a viver, o que procuras transformar e por onde faz sentido começar. Aconselhamento alimentar e de estilo de vida Sessões individuais no SÍTIO, em Aveiro, para trabalhar a alimentação natural, os hábitos quotidianos e as escolhas que podem contribuir para uma vida mais consciente e equilibrada. Chi Kung Terapêutico Aulas individuais ou em grupo, com agendamento através de WhatsApp, para integrar o movimento consciente, a respiração e a presença no teu quotidiano. Não precisas de começar por tudo. O importante é reconheceres aquilo que faz sentido para ti neste momento. Cada pessoa encontra o seu tempo, espaço e caminho. Quero ouvir-te Esta (longa) mensagem nasce também de uma decisão minha: adiar o retiro de outono e respeitar o momento, sem perder de vista o propósito que lhe deu origem. Gostava de saber como te chega esta decisão e a reflexão que partilhei contigo. Tens sentido necessidade de abrandar, reorganizar a tua vida ou cuidar de outra forma da tua energia? E, quando pensas num retiro dedicado a este processo, sentes que seria uma experiência que gostarias verdadeiramente de viver? O que te aproxima dessa possibilidade e o que ainda te impede de avançar? Se te fizer sentido, responde a este e-mail. Gostava de te ler e de compreender melhor aquilo que procuras. Não precisas de ter as respostas todas. Por vezes, começar por expressar o que sentimos já nos ajuda a olhar para o caminho com outra clareza. Seguimos, com presença. Henrique Miguel Santos RICAS LIFE® — Orientação e cultivo do bem-estar integral Eu oriento e acompanho pessoas para o bem-estar integral, em momentos de reorganização da vida, através da alimentação natural, do movimento e de hábitos de bem-estar, com especial atenção aos desafios digestivos e oncológicos. Nutre o corpo. Liberta a mente. Expande a consciência. Há sempre um caminho. Há sempre uma esperança. Nota de transparência: Os conteúdos do RICAS LIFE são escritos e revistos humanamente, podendo recorrer apenas a ferramentas de apoio linguístico e editorial. |